A poluição do ar é um problema controlável e evitável, mas que ainda é bastante negligenciado, impactando negativamente a saúde e o bem-estar da população. Estima- se que, a cada ano, cerca de 6,7 milhões de pessoas morrem em decorrência da poluição do ar, sendo esta a quarta maior causa de mortes precoces no planeta.
No Brasil, em 2019, mais de 61 mil pessoas morreram devido à má qualidade do ar. No país, devido à alta taxa de urbanização, há um grande potencial para reduzir as emissões do setor de transporte. Para isso, deve-se implementar políticas públicas que incentivem o transporte público, desincentivem os modos de transporte individuais motorizados, promovam combustíveis e tecnologias veiculares de baixo carbono e estimulem o transporte ativo (caminhada ou bicicleta). Essas ações melhoram a qualidade do ar, aumentam a segurança no trânsito, estimulam a prática de atividades físicas e ainda reduzem a emissão de gases de efeito estufa.
Este documento reúne experiências e recomendações de políticas de mobilidade urbana que salvam vidas pela melhoria do ar que respiramos. O objetivo é oferecer aos gestores públicos as evidências acerca dos impactos do transporte na saúde para comunicarem da melhor forma a implementação de políticas de transporte às vezes impopulares, mas muito necessárias para melhorar a saúde coletiva.
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