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Estimação do impacto de diferentes cenários de redução do consumo de álcool no Brasil

Alcohol Policy Research and Technical Assistance Data Systems and Intelligence Policy Solutions Brazil Portuguese

Aug. 19, 2025

Estimação do impacto de diferentes cenários de redução do consumo de álcool no Brasil
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O consumo de álcool é um dos principais fatores de risco para doenças crônicas não-transmissíveis, que contribui para os custos econômicos diretos e indiretos aos países e suas populações, considerando as despesas de saúde e as perdas de produtividade às economias.

O presente estudo dá continuidade à metodologia de análise comparativa de risco para estimar os custos diretos e indiretos do consumo de álcool no Brasil, apresentada em 2024. O modelo foi expandido e utilizado para analisar o impacto da redução do consumo de álcool em 10% e 20% no país, tendo como referência o ano de 2019. Segundo as novas estimativas, considerando o consumo ajustado pelas estimativas de mercado da Organização Mundial da Saúde, teríamos 102,3 mil mortes atribuíveis ao consumo de álcool e os custos das mortes prematuras chegariam a R$20,6 bilhões em 2019. As diferenças em relação às estimativas anteriormente apresentadas são explicadas pela desagregação das faixas de consumo, permitindo aferir de maneira mais detalhada a carga epidemiológica e econômica, refletindo as diferenças em pequenas faixas de consumo por idade e sexo.

Nos cenários modelados, a redução de 10% no consumo de toda a população levaria a uma redução de 4,6% na mortalidade atribuível (cerca de 4,6 mil mortes), correspondente à redução de 5,0% nos custos da mortalidade prematura (R$1,0 bilhão) por ano. Enquanto isso, uma redução de 20% no consumo populacional de álcool resultaria em uma redução de 10,3% na mortalidade atribuível (cerca de 10,4 mil mortes), que corresponderia a uma diminuição de 10,1% nos custos (aproximadamente R$ 2,1 bilhões). 

Esses resultados indicam a necessidade de fortalecer e ampliar as políticas para o enfrentamento desse problema de saúde pública e podem fomentar a discussão da tributação seletiva de bebidas alcoólicas com vistas a buscar o maior impacto epidemiológico e econômico desta e de todo o conjunto de políticas voltadas para a redução desse fator de risco.